segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Chega de Penduricalhos. Apenas dispa-se!





Ontem eu acordei cansada.


Cansada de tantas verdades absolutas. Cansada de tantas técnicas. Cansada de tantas formalidades. Cansada de tantos rituais. Cansada de tantas opiniões. Cansada de todas essas pessoas que dizem conhecer um caminho melhor que o meu.


O meu marido pegou o violão e começou a cantar. Parecia um menino. Pela primeira vez eu o ouvi tocar Engenheiros do Hawaii. Uma frase gritou aos meus ouvidos:


“qualquer coisa que se mova é um alvo e ninguém está a salvo”



Meses sentindo-me bloqueada pelas opiniões alheias. Cada palavra digitada, um olhar de reprovação que vinha à minha mente. Cada texto, uma porta para ser “o alvo” de quem procura um defeito em tudo o que os outros fazem.


Quanta energia gasta para ridicularizar o outro. Quantos cursos feitos. Quantos livros lidos. Eram mesmo para isso?


Críticas. Julgamentos. Postura agressiva.


Em vez de, apenas, encolher-me diante desse sentimento, escolhi olhar para ele.


Durante um tempo, observei as minhas reações e, também, o comportamento dessas pessoas cujo julgamento estava bloqueando a minha atividade criativa.


Duas coisas ficaram bastante claras:


- a raiz minha vulnerabilidade – o que permitiu que eu expusesse uma ferida não cicatrizada (e da qual eu não tinha consciência); e

- a rapidez com que as pessoas opiniosas se contradizem (e se contra-atacam) – o que, aos poucos, foi me libertando (das opiniões delas e do medo de estar mesmo equivocada).


Como a sincronicidade nunca é pouca, ouvindo Kryon eu recebi um pacote de informações em forma de imagem: um agora! Um momento de clareza, de pura experiência desprovida de qualificação.


Vi, no mesmo momento, que todos os meus “agoras” só podem ser acessados por meio de um convite solene feito pela minha própria energia. Tudo o que entra no meu campo, o faz a convite.


E essa foi a experiência que eu desejei viver naquele momento, foi a experiência que a minha vulnerabilidade atraiu, para que pudesse ser trazida à luz.


Já chega de tantos penduricalhos, de tantos ornamentos.


Já é tempo de retornar à inocência, ao tempo em que nos sentíamos merecedores e dignos.


Já é tempo de facilitar a vida de quem nos rodeia, de ser leve, de ser disponível, de ouvir mais que criticar, de sentir com o outro.


Já é tempo de acolhermos todas as verdades como divinas (o retorno à Fonte é o caminho inevitável a todos os seres).


Já é tempo de deixarmos ir a velha energia, os rituais, as técnicas, o “jeito certo” de fazer as coisas.


Com respeito a quem veio ao mundo para ser guerreiro e entrar em infindáveis discussões sobre a “verdade”, penso que o maior serviço que eu posso prestar a quem me rodeia é conhecer e movimentar a minha própria energia de maneira positiva.


Daqui por diante, não permito o acesso a nada, nem ninguém, que não toque o meu mundo com respeito. Não permito o acesso a nada, nem ninguém, que se considere melhor ou mais merecedor que eu. Não permito o acesso a nada, nem ninguém, que, em vez de cuidar do próprio crescimento, deseja invadir o meu espaço apenas para comprovar a prevalência da sua verdade.


Eu estou dando o meu melhor e pisando essa Terra com amor.

É só o que me importa.

3 comentários:

  1. Está decretado... Assim é agora, agora, eternamente agora ... Em respeito a Lei do Uno (tudo é o Amor),ao Livre Arbítrio e ao não julgamento do semelhante... Salve a Luz da Divina Presença que brilha em ti, por ti, pra ti, através de ti e ao teu redor e em tudo quanto há...

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  2. Muito bom seu texto
    pra mim, agradecida

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  3. Talita! Simplesmente, Amei!
    Sinto que estou passando por esse seu Agora...
    É isso! Simples assim!
    Como esse trecho divino:
    "Eu estou dando o meu melhor e pisando essa Terra com amor.

    É só o que me importa."
    É o que importa!
    Gratidão te encontrar, Agora!

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